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27 de Outubro de 2017

Você sabe o que é Bullying escolar ?

Autora Equipe Cuore -  Drª. Carolina Poyane Peixoto - Médica Psiquiatra / CRM 143397

 

Por muito tempo esse fenômeno passou por várias gerações como “brincadeira de criança”, mas só nos últimos anos virou objeto de investigação e preocupação. O termo Bullying (do inglês “Bully”, designa os valentões) é utilizado para qualificar comportamentos agressivos no âmbito escolar, praticados tanto por meninos quanto por meninas. Os atos de violência física ou psicológica ocorrem de forma intencional e repetitiva contra um ou mais alunos que se encontram impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas.

 

Tais comportamentos não apresentam motivações específicas ou justificáveis. Geralmente existe uma relação desigual de poder, seja situação socioeconômica, situação de idade, de porte físico. 
Diferentemente do que ocorria no passado, quando a agressão ficava restrita aos muros da escola hoje ela pode continuar depois do encerramento da aula. Com o advento do celular, internet, Facebook, WhatsApp, as ofensas não cessam (o chamado Cyberbullying). E podem ganhar proporções extremamente danosas. 
 As consequências são as mais variadas possíveis e muitas levarão marcas profundas para a vida adulta e necessitarão de apoio psiquiátrico e/ou psicológico para a superação do problema. Os problemas mais comuns são: desinteresse pela escola; problemas psicossomáticos; depressão, traumas que influenciem traços de personalidade. Em casos mais graves, podem levar a fins trágicos, como homicídio e suicídio.

 

A maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos e, grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida. Os pais e profissionais da escola podem ficar atentos aos seguintes sinais observados em alunos alvos de bullying: urinar na cama; insônia; isolamento social; resistência ou aversão a ir à escola; problemas no estômago; dores e marcas de ferimentos; transtornos alimentares; irritabilidade; tentativa de suicídio; demonstração de tristeza; relatos de medos regulares; mau rendimento escolar; autoagressão.

 

Desde o ano passado, está em vigor a Lei n° 13.185/2015 que obriga as escolas a adotarem medidas de prevenção e combate ao bullying por meio de capacitação de professores e equipes pedagógicas. A norma também estabelece que seja oferecida assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores.
Mas o trabalho não é só da escola. É importante que o ambiente familiar seja acolhedor e a criança sinta-se protegida. Conversar e saber o que está acontecendo no dia a dia, o que dizem os colegas, identificar mudanças de comportamento, tudo isso é essencial.

 

A melhor forma de prevenção, ainda, é o diálogo, a conscientização e sensibilização.
Bullying não é brincadeira! Quer saber mais? Conheça a cartilha do CNJ: www.cnj.jus.br/